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Quem se interessa por gastronomia e por comer bem, já ouviu falar no guia de restaurantes Michelin que têm a estrela Michelin.

Essa classificação é tomada como certeza de qualidade e comida muito boa.

Os clientes sabem que podem confiar nessas indicações, mesmo que estejam de passagem como turistas.

Já para os profissionais da gastronomia, essas estrelas são a recompensa por muito esforço, com o objetivo de criar uma reputação invejável. A pontuação máxima do restaurante equivale ao ápice da carreira de um chef.

Se você nunca pensou muito a respeito, talvez surjam algumas curiosidades agora. Quem criou esse guia? Quais países têm seus restaurantes avaliados? Como é feita essa classificação?

Para descobrir a resposta para essas e outras perguntas, continue a leitura deste artigo para conferir as curiosidades e peculiaridades do Guia Michelin!

A origem do Guia Michelin

Essa publicação nasceu com a indústria automobilística. Em 1900, era preciso incentivar o uso do automóvel para grandes deslocamentos. As novas máquinas ainda eram misteriosas, as estradas eram difíceis e as viagens desconfortáveis.

O guia Michelin foi elaborado pelos irmãos André e Edouard Michelin. André (1853-1931), o irmão mais velho, era um renomado engenheiro. Já Edouard (1963-2006) era um grande artista.

Em 1980 eles decidiram tomar frente ao negócio fracassado do avô, uma empresa de equipamentos agrícolas e produtos feitos com borracha vulcanizada.

Para isso, renomearam a empresa que passou a se chamar Michelin e a Co. No entanto, nenhum dos dois sabia como começar a levantar o negócio, até que foram surpreendidos por um ciclista.

A bicicleta estava com o pneu furado e na tentativa de conseguir uma forma mais prática de consertá-la, desenvolveram um protótipo de pneu pneumático descartável. Tal modelo foi patenteado em 1981.

Com o grande sucesso, o adaptaram também para os carros, e se tornaram os principais fornecedores de pneus em todo o mundo.

Em 2002 tiveram seus nomes incluídos no Hall of Fame, que os reconhecem como as pessoas mais influentes da história.

Posteriormente, os fundadores do grupo Michelin de pneus idealizaram um libreto com dicas práticas para viagens que incluíam onde dormir e comer.

Na década de 1920, esse guia começou a classificar os hotéis e restaurantes indicados com estrelas, sendo, hoje, o guia de restaurantes mais respeitado em todo o mundo.

Assim, restaurantes  e chefs de mais de 20 países “suam” a dolma para conseguir uma das três categorias de estrelas do guia.

O significado das estrelas

Todo chef sabe que receber uma estrela Michelin é sinônimo de distinção; mantê-la ou conseguir outras, uma missão e tanto.

Além disso, o cliente espera que um restaurante estrelado seja um ambiente de bom gosto e atendimento diferenciado. A classificação máxima são 3 estrelas e seus significados são:

  • 1 estrela: bom restaurante nessa categoria com alto e consistente padrão
  • 2 estrelas: excelente cozinha, com carta de vinhos de primeira qualidade e especialidades. Apresenta pratos que são cuidadosamente elaborados;
  • 3 estrelas: cozinha excepcional, ambiente e atendimento perfeitos. Disponibilizam ingredientes de alto padrão com preparos precisos.

Os inspetores e suas estrelas

A avaliação é feita por inspetores do meio gastronômico e de hotelaria. Pessoas treinadas para reconhecer o padrão Michelin em qualquer país do mundo, independentemente das peculiaridades da cozinha local.

Os inspetores são profissionais formados e que já trabalharam em restaurantes ou hotéis. Antes de serem efetivados, eles passam por um treinamento intensivo, que tem duração de seis meses a um ano.

Apenas a comida é avaliada por quesitos como: qualidade dos produtos utilizados; harmonização de sabores; ponto de cozimento; cozinha autoral e regularidade na excelência.

Por esse motivo, a primeira estrela demanda de 3 a 4 visitas dos inspetores ao mesmo estabelecimento.

A quantidade de visitas dependerá do restaurante que está sendo avaliado, pois, para receber as estrelas, todos os inspetores devem estar de acordo.

Durante cada uma das visitas, esses profissionais almoçam e jantam no estabelecimento selecionado. Tudo é feito de forma anônima.

No entanto, em alguns raros casos em que é preciso alguma informação ou detalhe adicional, sendo necessário conhecer a cozinha, os inspetores se identificam.

A seleção dos restaurantes

A maneira e os requisitos que são levados em consideração para selecionar um restaurante a passar pelas visitas não é divulgada.

No entanto, segundo o diretor internacional dos guias, Michael Ellis, é possível solicitar uma visita e apresentar o estabelecimento por e-mail. Para isso, o indicado é que o cardápio também seja enviado.

De acordo com o diretor, somente pelo menu já se pode ter uma ideia se vale a pena ou não fazer uma visita.

A devolução de estrelas

Existem casos em que os chefes da França e da Bélgica devolveram a estrela Michelin, preferindo ficar fora da avaliação dos inspetores e do guia. Contudo, não é tão fácil assim!

É preciso uma conversa para que você prove que a avaliação não tem sentido.

As categorias do Guia Michelin

Atualmente, esse guia é publicado em 4 categorias:

Verde

Esse guia é concentrado no patrimônio cultural de cada região. Sendo assim, é voltado para pontos turísticos, sendo indicado para quem quer aprender sobre a cultura do local.

Nele, são mostradas seleções de patrimônios arquitetônicos e históricos, tradições, festas e os lugares mais bonitos do território. Informa, ainda, mapas e endereços para hospedagem e melhores lugares para alimentação.

Vermelho

É o guia usado para referência de hotéis e restaurantes, sendo o mais respeitado de todo o mundo. É nesse impresso que estão os estabelecimentos que receberam um dos três tipos de estrela Michelin.

Para você ter uma ideia da importância desse guia, perder uma estrela pode significar a falência.

O chef, Bernard Loiseaur, cometeu suicídio com um tiro na cabeça quando soube de um rumor que perderia a sua classificação de três estrelas.

Guia prático

É a edição do guia indicado para os amantes de viagens. É composto por informações mais essenciais sobre as cidades para os turistas. Vem no formato de bolso.

Guia gourmands

É composto por uma seleção rigorosa dos restaurantes típicos que existem em cada região do território francês ou de outras partes do mundo.

Em 1997, foi criada a categoria Bib Gourmand (comida de qualidade a preços justos). Hoje, são 29 guias do tipo vermelho que avaliam 45 mil restaurantes em 28 países.

Na América do Sul, o Brasil foi o primeiro a contar com a sua edição local do Guia.

Em 2017, sua 3ª edição trouxe 18 restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro com uma estrela Michelin e, apenas o D.O.M., do chef Alex Atala, ostenta 2 estrelas.

A estrela Michelin é o desejo de diversos chefes que estão à frente dos restaurantes mais renomados do mundo.

Sendo assim, para quem deseja ter boas experiências gastronômicas, o Guia Michelin é uma ótima ferramenta para divulgação de lugares incríveis!

Contê Tips: falar em restaurantes renomados lhe deu água na boca? Então, que tal nos fazer uma visita e experimentar um de nossos pratos?

Com certeza vai se apaixonar pelo nosso risoto de carne de panela harmonizado com um belo vinho do porto.

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